sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais críticas de HP7 Parte 2. (2)

Digital Spy
Por Simon Reynolds

“Tudo termina”. Essa é a mensagem divulgada pelo marketing de “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2”. Fábrica sem fim de uma linha de seqüencias de Hollywood, retocando idéias e exumando franquias adormecidas para arrecadar dólares nas bilheterias, levou uma sensação de novela para a temporada de grandes sucessos. Os tipos de X-Men, Indiana Jones e Homem-Aranha continuam e continuam, mas são os seus sustentadores bravos o suficiente para trazê-los a um fim? Para Harry Potter e a Warner Bros, não há opção de continuar – por agora, tem que ser isso. O romance final de J.K. Rowling “Relíquias da Morte” foi dividido no meio para sua adaptação para a grande tela e, enquanto a “Parte 2” se aproxima, o entusiasmo entre os seguidores fiéis do bruxo está atingindo seu auge.

“Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2” se levanta como um capítulo finalizador espetacular para a saga do bruxo, embalado com seqüências de ação de tirar o fôlego e performances comoventes de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. É um encerramento emocional para os fãs do mundo de fantasia de J.K. Rowling, mas também um que é facilmente acessível àqueles que não conhecem seus Trouxas por Murta-que-Geme. A história, adaptada pelo roteirista de longa data de Potter, Steve Kloves, é a mais direta da série, deixando a Harry a tarefa de procurar e destruir as Horcruxes restantes de Voldemort (Ralph Fiennes) para destruir o Lorde das Trevas.

O diretor David Yates lança a ação apressadamente, levando o trio a infiltrar Gringotes e retirar uma Horcruxe. A seqüência é habilmente pontuada com trechos de humor, quando Hermione toma a forma de Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter) para passar os guardas. Esses momentos mais leves misturados são muito necessários enquanto os eventos tornam-se intensos e obscuros quando o Voldemort enfraquecido ergue seu exército para seguir a Hogwarts.

Desde então, é o espírito britânico todos-contra-a-parede com os ataques devastadores trazendo perdas para a icônica escola. Heróis emergem (notavelmente o Neville Longbottom de Matthew Lewis) e rostos familiares comem poeira dentro do espetáculo de tirar o fôlego. É Harry Potter como um filme completo de ação, mas diferentemente da ação entorpecedora da mente de “Transformers”, aqui você se sente totalmente inserido na situação difícil dos protagonistas.

Por meio de montagem de flashback, Yates ilustra a vida de Severo Snape (Alan Rickamn) e inverte sua suposta traição a Alvo Dumbledore (Michael Gambon) em “Enigma do Príncipe”. É uma seqüência chave no filme e, talvez, seja melhor. O relacionamento de Snape com os pais de Harry, Thiago e Lílian Potter, vai sob o microscópio, provendo um caminho para Rickman adicionar camadas de profundidade ao seu personagem. Rickman é excepcional aqui, mas a verdadeira estrela é Radcliffe, carregando o filme nos seus ombros enquanto a narrativa caminha para a sua conclusão. O confronto final de Harry com Voldemort tem ele dando sua melhor performance da série – muito esquecida é a estranheza aparente em “Pedra Filosofal” e “Câmara Secreta”.

“Relíquias da Morte - Parte 2” tropeça de uma certa forma em cenas onde Harry está reunido com Dumbledore (tirada do livro, isso tem que ser anotado). O ritmo se arrasta nesses trechos e a visualização do estado de limbo é um pouco óbvio, mas é um atrapalhar raro em um filme que é envolvido com paixão e uma história estimulante. A mais comentada cena do epílogo, na qual os eventos voltam ao ponto inicial, é um envio lento, mas ainda demonstra a amplitude e profundidade no universo de Rowling. Talvez possa existir novas histórias de Harry Potter um dia, mas quando termina tão perfeitamente, porque arriscar estragar isso com mais?

 
Rupert Grint Press
Por Ice Cream Man

Normalmente não choro no cinema. Em "Harry Potter e as Relíquas da Morte - Parte 2", as lágrimas chegaram em apenas 10 minutos depois que o filme começou. E elas só pararam depois que os créditos terminaram.

"Harry Potter e as Relíquas da Morte - Parte 2" é o final maravilhoso para a história maravilhosa.

O filme começa meio abruptamente e a plateia já está imediatamente no meio dos acontecimentos de Harry, Rony e Hermione conhecendo sobre núcleos de varinhas e planejando uma viagem a Gringotes. Os acontecimentos que levam à Batalha de Hogwarts são narrados de um jeito rápido, mas entendível, e a maior parte do filme se passa na própria batalha, com os pequenos momentos (visões de Harry, momentos entre os personagens, memórias de Snape) interrompendo-a. A história é muito próxima ao livro, e as maiores mudanças são as cenas criadas da Câmara Secreta e a ausência do passado de Dumbledore.

É difícil escolher destaques quando existem tantos, mas Helena Bonham Carter personificando Hermione é definitivamente um deles, já que ela faz os movimentos do olhar bem a la Hermione; e em outras cenas você a vê como a magnífica e desagrafável Belatriz. A história de Snape é contada de maneira poética e triste, e Alan Rickman dá - como Dan disse muito bem - a melhor atuação de sua carreira. Ralph Fiennes foi maravilhoso, já que é possível ver através da batalha que seu poder está acabando a cada Horcrux que é destruída e ele fica cada vez mais desesperado. Maggie Smith está de volta como uma poderosa e violenta McGonagall, que comanda a escola depois que Snape foge, que também tem momentos adoravelmente engraçados.

Dos mais jovens atores, um grande crédito vai para Matt Lewis, que teve diversas cenas maravilhosas para provar que tipo de SuperNeville ele se tornou.

Agora sobre Rupert. Rupert continua com a atuação maravilhosa de, bem, todos os filmes anteriores. De aparência elegante com os cabelos longos e uma barba em Gringotes, ele permanece como a voz da razão, dizendo a Hermione "Você é que é a brilhante" quando eles tentam achar uma maneira de sair. Um grande momento de provocação para os fãs é a cena em que eles tiram a roupa e se vestem depois de descerem do dragão - especialmente pela mexida de quadril de Rupert quando ele está tirando seu suéter.

Rony e Hermione agem como par durante o filme, reagindo um ao outro e dando um ao outro ideias e ajudando um ao outro durante a batalha. O beijo foi doce e muito conveniente, e seguiu mais cenas de casal ("Está é a minha namorada!!!", depois que Goyle ataca Hermione).

A cena mais carregada de emoção para Rony é obviamente a de Fred. Mesmo que não o vemos morrer como no livro, o momento em que Rony entra no Salão Principal e vê sua família choramingando é absolutamente de partir o coração, e Rony soluçando sobre o corpo de Fred é muito diferente do que vimos de Rupert até agora.

Para alguém que sabe muito bem os filmes anteriores, "Relíquias da Morte 2" tem alguns momentos que vai fazer sua espinha tremer porque eles lembram a você de todas as aventuras anteriores: Olivaras lembrando a Harry que "A varinha escolhe o bruxo, Sr. Potter"; McGongall dizendo a Neville para usar a "afinidade para pirotecnia" de Simas na Batalha; Diabretes da Cornualha aparecendo na Sala Precisa; Neville quase canalizando o "aqueles que nos amam nunca nos deixam de verdade", de Sirius; a conhecida música que toca quando Harry, Rony e Hermione reaparecem em Hogwarts para a animação da Armada de Dumbledore; Harry mudando a Penseira do lugar de onde ficou em Cálice de Fogo para onde apareceu em Enigma do Príncipe; a Ordem da Fênix chegando a Hogwarts; os flashbacks que Harry tem e as cenas das lembranças de Snape... e, é claro, a volta de tantos personagens dos filmes anteriores. Fãs viciados também perceberão pequenos detalhes, como as estátuas de pedra liberadas pela Professora McGonagall, que carregam escudos com os animais das quatro casas, unidos contra os seguidores de Voldemort.

Com a informação faltante sobre o passado de Dumbledore e a explicação rápida sobre a mudança de dono da Varinha das Varinhas, algumas coisas devem ficar difíceis de compreender para pessoas que não leram os livros, mas para todo fã de Harry Potter o filme carrega muitos detalhes maravilhosos e grandes cenas com atuações absolutamente magníficas de todos que fazem deste um final maravilhoso.

Quanto ao epílogo... um adorável e ótimo final, com a tomada perfeita e a música perfeita para o fim da série.

 
Omelete
Por Érico Borgo 

A divisão de Harry Potter e as Relíquias da Morte em duas partes deu ao primeiro filme um ritmo nada usual (e louvável) em filmes de grande orçamento. A excepcional Parte I entregou a ação para Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 de forma acelerada, tornando o último longa-metragem que adapta a série literária também diferente em estrutura. Trata-se, afinal, de uma longa catarse fragmentada por momentos de respiro.

São várias cenas de ação separadas pelos momentos de drama pessoal de Harry Potter (Daniel Radcliffe, em seu melhor momento), que precisa lidar com a consciência de que seu levante contra as forças de Voldemort (Ralph Fiennes) está matando seus amigos. Para cada vitória, cada Horcrux encontrada e eliminada, ele se despede de um aliado. Tais momentos são verdadeiros em emoção - funcionam para o fã (ouviam-se soluços na exibição a cada instante desses), mas também ao "trouxa" - e são bem-sucedidos ao explorar ótimos personagens esquecidos dos filmes anteriores. A Professora McGonagall (Maggie Smith), por exemplo, tão importante nos primeiros filmes e relevada aos bastidores nos mais recentes, assume posição de destaque, assim como Neville Longbottom (Matthew Lewis), o professor Flitwick (Warwick Davis) e tantos outros.

A primeira metade do filme, conduzida com esmero por David Yates, é irretocável. Desde a invasão do Banco de Gringotes, em que a representação do dragão é inspiradíssima (uma verdadeira aula de como se contar uma história através dos detalhes), até a mobilização da defesa da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Nela, estudantes e professores se estruturam em determinada expectativa pelo ataque dos exércitos de Voldemort, que atacam em sequências de batalha muitas vezes violentas e sem receio de mostrar cadáveres e sangue (tanto que por pouco a classificação etária do filme no Brasil não subiu para 14 anos). Tudo em um ótimo, ainda que convertido, 3-D estereoscópico que trabalha muito bem a ambientação e os momentos de deslumbramento.

Até aí, tudo perfeito. O grande desfecho, porém, desmorona perante a imaginação do leitor. Cenas importantes, como a morte de Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter), estão entre as piores. Essa, especificamente, entra sem qualquer antecipação dramática e perde-se assim um dos grandes (e mais aguardados) momentos da saga. Outra que pareceu apressadíssima é a volta de Harry Potter, que rola do colo de Hagrid (que estava onde mesmo?) em uma cena quase inadvertidamente cômica. Com o discurso de Neville acontecendo simultaneamente, escapa aos realizadores uma bela oportunidade de criar uma elipse ali, remover alguns embates vazios que ocorrem a seguir, e trazer o final ao momento que parecia pronto para recebê-lo.

Assim, o final é falho justamente ao não se permitir, como todos os longas anteriores fizeram, desvios em relação à obra original. Não é tudo que funciona nas páginas que fica ideal nas telas, especialmente neste momento climático. A adaptação erra ao não usar a antecipação dos fatos conhecidos do livro corretamente. Se quase toda a audiência já sabe o que virá a seguir (um sujeito perto de mim no cinema recitava as falas), por que não alterar seu caminho para ampliar a surpresa, o drama e seu desfecho?

Ao fã que já vai ao cinema esperando o jogo ganho (em nota pessoal, o que mais recebo são e-mails de leitores exigindo nota máxima antes de sequer assistir ao filme), Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II deve, claro, funcionar a contento. Nada mais justo, afinal trata-se de uma das séries mais respeitosas a seu material original, que ao mesmo tempo buscou inovar com cineastas diferentes e apresentar ao grande público visões distintas de uma história. Mas se a série literária teve como grande contribuição o despertar de toda uma geração pela leitura e até a criação de suas próprias histórias (Harry Potter é campeã online de fanfics), que os filmes - seus erros e acertos - também tenham seu papel como formadores e sirvam como oportunidade para o público refinar o olhar, de refletir sobre aquilo que está consumindo.


Portal IG
Por Nathalia Ilovatte 


Depois de dez anos, sete sequências e algumas críticas dos fãs da obra original de J.K. Rowling, o desfecho cinematográfico da saga “Harry Potter” poderia desapontar as altas expectativas do público ao mínimo deslize. Mas a conclusão da história do “garoto que viveu” surpreende positivamente, comove, entristece e tira o fôlego.

A parte 2 de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” começa com gosto de final trágico. A cena de Voldemort encontrando a Varinha das Varinhas é sucedida por um rasante em Hogwarts acinzentada e sombria, rodeada por comensais da morte, em uma cena embalada por uma canção semelhante a um lamento. Em um dos primeiros diálogos, quando Harry pergunta ao duende Grampo como ele está e ouve em resposta apenas um nada apaziguador “Vivo”, é dado o tom de todo o filme.

Harry, Hermione e Ron precisam encontrar as demais horcruxes – que eles não sabem onde estão – e descobrir como destruí-las para que, então Harry possa derrotar Voldemort. Mas, até que todos os feitos sejam concretizados, com êxito ou não, outros pequenos desfechos acontecem, e alguns pontos desamarrados são explicados.

Por que Severo Snape traiu Alvo Dumbledore e quem estaria por trás de pequenos auxílios como o aparecimento da espada de Grifinória são algumas das questões que ficaram em aberto nos últimos filmes, e elas são explicadas de maneira plausível e surpreendente na adaptação cinematográfica.

Além disso, alguns romances entre alunos de Hogwarts que estavam no ar há tempos finalmente passam do âmbito platônico para a realidade. São esses momentos de beijos e reencontros que dão leveza a um filme com cenas de devastação, mortes trágicas e personagens importantes feridos. O diretor David Yates não teve a menor intenção de poupar os fãs, e as cenas conseqüentes aos conflitos são dramáticas, pesadas e prometem arrancar muitas lágrimas dos espectadores.

Os efeitos especiais de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” também impressionam. Além dos ataques a Hogwarts serem produzidos com uma precisão capaz de chocar quem acompanha a série desde o início, por mostrar a escola desmoronando pouco a pouco na batalha final, algumas cenas menos importantes receberam a mesma atenção dos produtores. O vôo desajeitado do dragão que guardava os cofres de Gringotes ao ser libertado dá a impressão de que, de fato, eventualmente alguns dragões ucranianos saem cambaleando por entre prédios na vida real.

Na última parte de “Harry Potter”, todos os personagens chegam ao próprio ápice. Até os meio desacreditados, como Neville Longbottom, o garoto assustado e desmemoriado, têm o momento de brilhar com atitudes grandiosas e definitivas. Cada um dos alunos de Hogwarts, professores e pais, mesmo aqueles que pareciam ter se perdido pelo caminho, acabam se tornando fundamentais para que a saga do bruxo Harry Potter tenha seu desfecho. E, a partir de 15 de julho, vão deixar saudade.

Muito Obrigado, Scar Potter.

Mais críticas de HP7 Parte 2.

Variety
Por Justin Chang

Levou 10 anos e aproximadamente 20 horas de tempo de tela para a saga eminente de fantasia de J.K. Rowling alcançar sua conclusão cinemática. Ainda que o encantamento final tenha sido falado e que a cortina desça sobre a franquia de maior bilheteria da história do cinema, mais do que alguns espectadores devem estar se perguntando: Porque a pressa? Com o menor lançamento da série com 131 minutos, “Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2” surge a frente com uma tremenda urgência, excelente espetáculo e poderoso, até mesmo com uma emoção esmagadora, só falha com uma despedida apressada que parece afivelada sob o peso das expectativas da audiência. Lágrimas serão derramadas enquanto os fãs dão adeus a Hogwarts, mas a sensação depois de uma grande emoção permanece fora de alcance.

Uma memorável cena no banco bruxo Gringotes, com jóias sem preço se multiplicando infinitamente em um abrigo subterrâneo, representa uma metáfora adequada para o “toque de Midas” [na mitologia, Midas transforma tudo o que toca em ouro] que Harry Potter tem demonstrado na bilheteria (6 bilhões de dólares recolhidos mundialmente e contando), e vai continuar a mostrar em auxiliares nos próximos anos. O novo filme deve somente se beneficiar de sua posição como grande franquia, quando até mesmo fãs casuais vão se sentar em fila como testemunhas da passagem desse marco da cultura-pop. Com o fator de sobrecarga em ingressos de 3D e mais-do-que-normais biz [de repetições], e a estréia de 15 de julho pode muito bem superar os 974 milhões de dólares arrecadados por “Harry Potter e a Pedra Filosofal” de 2001, o primeiro título da série e ainda sim mais lucrativo.

Grandes antecipações entristeceram a “Parte 2” com pressões que nenhum filme teria que carregar, e deveria ser vista e avaliada corretamente como a segunda metade de um único longo filme (o filme completo e duplo está sendo exibido em cinemas selecionados). Ainda assim, como o diretor David Yates e o roteirista Steve Kloves construíram seu final de duas partes para valer a pena completamente aqui, é muito justo esperar que esse oitavo capítulo se erga sobre si mesmo, o que faz até certo ponto. De fato, com seu ritmo acelerado, fluxo incessante de incidentes e fim de jogo de guerra-bruxa, a “Parte 2” vai atingir muitos expectadores como uma imagem muito mais excitante e envolvente do que a mais lenta, e mais atmosférica “Parte 1”.

Aqui, a dinâmica de caráter expositivo e de recuperar o tempo perdido é deixada de lado em favor de uma ação decisiva, quando Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) caçam e destroem as mágicas Horcruxes que mantêm Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) preso a esse mundo. Todos os caminhos seguem de volta a Hogwarts, não mais uma escola caprichosa, mas uma sinistra fortaleza para os Comensais da Morte e Dementadores.

Enquanto preparações são feitas para um confronto épico entre bem e mal, Yates alcança uma emocionante sensação de convergência de inumeráveis linhas dramáticas, temáticas, românticas, emocionais e musicais dos últimos sete filmes sendo envolvidas juntas até o fim: Velhos e novos amigos são bem encontrados, vinganças são distribuídas, e veteranos pouco-vistos tem um momento garantido sob os holofotes. Neville Longbottom (Matthew Lewis) emerge como um dos verdadeiros heróis de Hogwarts, e pela primeira vez em décadas, os Professores McGonagall (Maggie Smith), Flitwick (Warwick Davis) e Slughorn (Jim Broadbent) são permitidos a fazer proezas substanciais com magia.

Melhor de todos, o trapaceiro Severo Snape (Alan Rickman) revela suas verdadeiras cores no final, em uma montagem reveladora e comovente que chama mais emoção dessa figura extremamente arrogante em cinco minutos do que ele mostrou em sete filmes. E o filme faz completa justiça à passagem mais profundamente tocante nos romances de Rowling, quando Harry vai lidar com a inevitabilidade da morte, suportar consolos de amizade e valentia, e o mistério do que se encontra no mundo além.

Do início ao fim, Yates e Kloves tomam as mais extraordinárias e astutas liberdades com o consagrado texto de Rowling, principalmente durante o longo e devastador cerco em Hogwarts - uma estendida passagem que sempre fica melhor no filme que no livro. Yates e sua equipe de design e bruxos dos efeitos visuais tiram estratégica vantagem dos terrenos do castelo (desenhado com maestria por Stuart Craig) para dar uma visão e sequências fantasticamente inventivas. Diferente do livro, Voldemort se sente fraco em cada vez que uma Horcrux é destruída, permitindo o digitalmente desfigurado Fiennes introduzir, muito maravilhosamente, uma sombra de vulnerabilidade em sua impecável representação do mal.

Mas tudo que é bom tem um fim, e aqui isso se aplica não só para a série como um todo, mas também à muito real e sombria magia que a "Parte 2" consegue tecer em seus primeiros 90 minutos. De todas as formas de dramatizar o encarar final inevitável, os produtores e diretor escolheram uma que, embora mais cinemática que a versão do livro, parece ser indevidamente apressada, viola algumas regras fundamentais do universo de Rowling, e dá à cobra de estimação do Lorde das Trevas um papel excessivamente notável. Mais pertinente, o clímax dá uma sensação emocionalmente silenciada e livre, e sua fraca realização seria perdoada somente se a serie inteira não tivesse sido construída para esse momento.

Enquanto a economia de Yates é admirável, esse é um filme que tem todo direito de ter seu tempo e permitir a seus expectadores a cortesia de uma despedida mais cerimoniosa e demorada. Fãs de longa-data da franquia de fantasia devem se encontrar em ânsia pelos vários finais de “Senhor do Anéis” de Peter Jackson, que teve a sabedoria de dar ao público demais ao invés de não suficiente. A significância do Relíquias da Morte titular também recebe uma resposta sem maiores explicações, quando o emaranhado da história de fundo do Professor Dumbledore (Michael Gambon) e seu irmão (um formidável Ciaran Hinds) é mostrada, mas deixada desapontavelmente inexplorada.

Ficar criticando o que foi deixado de fora tem sido, é claro, sempre parte da diversão e da frustração de abordar essa franquia viciante. Colocado na inviável posição de ter que agradar a todos, o produtor David Heyman e a Warner Bros. têm que ser parabenizados por terem pego as essências do filme exatamente da forma correta, fazendo um oitavo filme um ciclo de integridade e continuidade inesquecíveis. Permitindo infusões de novos talentos dos diretores como Alfonso Cuaron e Mike Newell, enquanto honrando a fidelidade do trabalho de Rowling e selecionando para o elenco três talentosos mas não-testados jovens atores junto com os maiores nomes entre os atores britânicos, os produtores criaram algo inapagável enquanto mantiveram risco e reverência em balanço judicioso.

Em comparação com os anteriores, "Parte 2" mostra um padrão de linha de trabalho impecável. Os efeitos visuais são tão habilmente e artisticamente manipulados que a magia parece quase banal, e a trilha sonora de Alexandre Desplat incorpora uma gratificante explosão dos temas familiares de John Williams, mais pungente que as composições tristes de Nicholas Hooper no sexto filme. O trabalho da ninhada de Eduardo Serra ganha pouco, mas fica mais profundo e estereoscópico. Este é o primeiro filme de Potter a ser lançado totalmente em 3D, assim como em 2D, e com isso, pode-se ser grato por ser o último filme.


The Sun
Por Grant Rollings

Depois de uma década como a franquia mais encantadora do cinema, está finalmente na hora de dizer adeus a Harry Potter.

O oitavo e último filme - "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2" - teve sua premiere na Praça Trafalgar, em Londres, onde centenas de fãs esperaram na fila por dias para dar uma olhada nas estrelas do filme.

O The Sun conseguiu assistir a uma exibição antes da estreia e Grant Rollings revela aqui porque o último filme ainda permanece com a magia que Potter tinha no passado.


É TUDO demais para suportar. Na exibição prévia do último filme Harry Potter, houve lágrimas rolando e lamentos nos corredores.

Não foi uma surpresa que tão amados personagens dos livros de Rowling foram assassinados em uma batalha final de proporções gigantescas.

Mas chega dos meus traumas - como as crianças vão reagir?

Se acha que estou brincando, acredite. Enxuguei gentilmente as lágrimas do rosto. Sou fã tanto dos filmes quanto dos livros e é triste dizer adeus ao garoto bruxo com quem tantos cresceram. Mas ao menos ele tem o fim que merece - com uma explosão em 3D de magia visual.

Truques após outro truques deslubrantes foram tirados da manga pelo diretor David Yates com a tecnologia CGI quando a segunda parte do último livro chega à telona.

O novo filme começa onde o último parou, com o malvado Lord Voldemort triunfante e em posse da varinha mágica mais poderosa, tendo tirado da tumba do amigo de Harry e diretor anterior, Alvo Dumbledore.

Agora os jovens encaram o último teste, o mais árduo até agora - interromper os planos do malvado senhor das trevas e de seus seguidores Comensais da Morte.

Harry (Daniel Radcliffe) e amigos Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint) devem matar Voldemort ao destruir todas as Horcruxes que carregam pedaços diferentes de sua alma, dando abertura a um final fabuloso em Hogwarts.

É um filme épico atacado por escolares e um punhado de bons bruxos e bruxas assustados lutando contra forças do mal aparentemente superiores. Imagine uma batalha mais espetacular do que a do Abismo de Helm do Senhor dos Anéis.

Dá tontura e é animado antes até que a história chegue ao monumental clímax entre o corajoso órfão e o amigo sem nariz de Ralph Fiennes.

E se pensa que sabe como tudo termina, está enganado.

Yates brilhantemente delicia com o confronto entre os rivais para fazê-lo ainda melhor do que a versão que Rowling escreveu no livro.

Diferente das outras franquias, a qualidade dos filmes de Harry Potter nunca caiu. Os produtores poderiam quebrar recordes de bilheteria até se os sets fossem criados de papelão pois os fãs são dedicados. Mas eles gastaram uma fortuna para fazer uma experiência especial para eles.

Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do elenco. Radcliffe definitivamente pode atuar melhor do que o que foi apresentado. Ele deveria ter melhorado para a saída final como Harry.

Também não houve grande melhoria em Watson e Grint em relação aos últimos três filmes.

O menos conhecido Matthew Lewis, interpretando o repetino herói Neville Longbottom, rouba o foco deles.

Mas mesmo que as atuações das estrelas não tenham conhecido novo solo, "Relíquias da Morte - Parte 2" continua algo a ser estimado.

Um grande filme e um imenso sucesso na história britânica.

 

London Evening
Por Richard Godwin 

E então chegamos ao final, graças a Dumbledore!

O oitavo e último filme da franquia Harry Potter é quando os bons e os maus mostram como vai ficar e o mistério central é revelado. Tudo acontece com uma espetacular batalha em Hogwarts, uma aparição espiritual de Harry e uma investida final ao Hotel St. Pancras restaurado até que retornamos para onde tudo começou: a estação de King's Cross.

Você precisa aprender o básico que todos sabem sobre Potter para ver sentido em tudo isso, mas não será problema para a maior parte das pessoas que vê o filme. Milhares de crianças, pais e aqueles que deveriam saber mais não vão lembrar o que é uma Horcrux - o diretor David Yates dá um jeito nisso. De fato, de certas maneiras, ele ajudou com a deficiência do último livro. O livro Relíquias da Morte tem um problema central que foi a editora Bloomsbury, que pareceu relutante em mudar algo que J. K. Rowling tivesse escrito. A prosa escorre por centenas de páginas sem nunca chegar a um foco. Esta (e talvez com um espírito de "quero dobrar o dinheiro") é a razão pela qual a história foi dividida em dois filme. Dá pra ver que Yates quis dar energia de clímax a tudo, mas com todos os feitiços renderizados digitalmente com Voldemort e seu exército sombrio enfrentando os alunos de Hogwarts destemidos, não supera a qualidade épica existente nos filmes dos Senhor dos Anéis.

Existe, entretanto, uma conversa celestial entre Harry (Daniel Radcliffe) e seu mentor Dumbledore (Michael Gambon), e um flashback comovente no qual descobrimos sobre o papel crucial interpretado pelo Professor Snape (Alan Rickman) na história. As cenas dele com o nasalmente desafiador Voldemort (Ralph Fiennes) são agradavelmente sinistras.

Neste momento, temos plena certeza do alcance do trio principal como atores. Devendo ter recebido imensa pressão - não menos do que seu próprio corpo se transformando -, Radcliffe levou, nas suas agora bastante corpulentas costas, quantias bilionárias da Warner Bros. e as expectativas de fãs.

Rupert Grint, como Rony, e Emma Watson, como Hermione, também podem respirar aliviados. Dos três, dá para sentir que Watson é a que mais tem a oferecer no futuro ("Você poderia fazer melhor!", você sente que vai chorar quando Hermione e Rony finalmente se beijam apaixonadamente).

Um time britânico de atores talentosos proveram o resto. Mais de Jim Broadbent e Helena Bonham Carter não seria exagero.

Particularmente amei Maggie Smith como Professora McGonagall canalizando mais do que nunca "Primavera de uma Solteirona". Matthew David Lewis, como Neville, o fracote que fica bom, fornece boas vindas salgadas do norte.

Mas as estrelas verdadeiras são os exércitos de técnicos responsáveis pelos ghouls [está falando sobre os dementadores] que flutuam sinistramente ao redor de Hogwarts; a cena na qual tudo no que os heróis tocam multiplica; e o dragão voando por Londres. Esta é a magia de verdade, e talvez nosso último produto cinematográfico autêntico. O legado deste trabalho vai animar as imaginações para os anos que vierem.
 
 
SnitchSeeker
Por EmmaRiddle 
 
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" começa onde o primeiro filme parou, com Voldemort adquirindo a Varinha das Varinhas. O correr da história até chegar ao clímax é uma corrida, literalmente, para que Harry, Rony e Hermione possam destruir todas as Horcruxes antes que Voldemort encontre eles.

A caçada os leva a Gringotes para procurar no cofre de Belatiz Lestrange. É nesta sequência que o aspecto tridimensional é mais bem utilizado em todo filme, já que os personagens vão num passeio de montanha-russa e uma hora escapam voando em um dragão. Na maior parte do resto do filme, o elemento 3D não adicionou nada à história e, em alguns momentos, senti que fosse uma distração. Admito que não sou fã de filmes 3D, de qualquer jeito, mas apesar de tudo, acho que o uso dele foi desnecessário, ainda que possa entender a tentação em usá-lo. Acho que você poderia dizer que é compreensível - que é muito melhor do que estar "na cara" (desculpe o trocadilho) - mas isto só me leva a concluir que não traz nada ao filme para melhorá-lo. Não ajuda saber que algumas cenas foram adicionadas simplesmente pelo fator 3D.

As atuações para o último filme definitivamente engrenaram. Helena Bonham Carter faz um alívio cômico durante a sequência de Gringotes. Ralph Fiennes sutilmente mostra-nos um Voldemort que lentamente está perdendo o controle e se tornando ainda mais desesperado enquanto percebe o que está acontecendo a ele. Matthew Lewis tem alguns bons momentos como Neville, dando um discurso comovente no pátio de Hogwarts que com certeza vai levar lágrimas aos olhos de todo mundo. Maggie Smith vira uma força como McGonagall e comanda a tela, criando momentos em que dá calafrios.

O mais impressioante de todos é Alan Rickman, cuja jornada do estoico Snape que pensávamos que conhecíamos para o homem que deu a vida para proteger o filho da mulher que ele amava. As relações de Snape com Dumbledore, Tiago Potter, Lílian Evans e Harry Potter são bem exploradas e explicadas em uma sequência de cenas que abre a porta para a sobrevivência de Harry naquela noite fatídica em Godric’s Hollow. Existem momentos nos quais sua atuação vai partir o coração.

A Batalha de Hogwarts merece de verdade a definição "épica". Dos sets desmoronados à variação de criaturas envolvidas na guerra, o time da produção não deixou a desejar, sabendo que queriam que a franquia terminasse com um "bang". Alguns filmes podem falhar se mostrarem muita ação, mas aqui há sempre um personagem reconhecido no centro do que está acontecendo, levando você, como espectador, a guardar a sua atenção e, mais importante, sua empatia. As mortes dos personagens chaves são demoradas mas não insistentes, deixando tempo suficiente para conhecimento, mas não o bastante para se chafurdar. Todos os momentos principais estão presentes e o humor é usado em intervalos apropriados para contrapor aos obscuros. Alguns deles estão lá para romance, tanto do tipo esperado quanto o não esperado. O beijo tão esperado entre Rony e Hermione é um destaque; é fofo sem ser fantasiado.

O filme termina como o livro, com o epílogo, cujos pedaços sabemos que foram refilmados. Como alguém que não foi fã disto no livro, devo dizer que curti no filme. Focou menos nas crianças e mais nos agora adultos, o que, para mim, faz sentido, já que eles são os personagens que conhecemos e mais nos preocupamos. Também suspeito que os protéticos foram aprimorados; Harry, Rony e Hermione não parecem tão velhos como nas fotos tiradas pelos paparazzi das locações; eles parecem ter a idade que devem aparentar.

"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" é antes de tudo um filme sobre a força do amor e do persão. Pode não ter sido tão poderoso como no livro, mas certamente chega perto. Talvez as duas partes juntas fariam mais sucesso juntas do que separadas.
Muito Obrigada, Scar Potter.
 
 

Enxame de críticas de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2

Ontem, dia 07/07, foi realizada a Première de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2, em Londres. Vários atores da saga estavam presentes, tais como: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, David Bradley (Filch), Jim Broadbent (Slughorn), Robbie Coltrane (Hagrid), Warwick Davis, Ralph Fiennes, Michael Gambon, George Harris (Kingsley), John Hurt (Olivaras), Jason Isaacs, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Helen McCrory (Narcisa), Nick Moran (Scabior), James and Oliver Phelps, Alan Rickman, Timothy Spall (Rabicho), Fiona Shaw (Petúnia), Imelda Staunton (Umbridge), Natalia Tena (Tonks), David Thewlis, Julie Walters, Mark Williams, e Bonnie Wright.

Com isso, inúmeras críticas sobre o filme foram publicadas, em geral falando muito bem sobre o filme mais esperado do ano.

Ps.: As críticas feitas por sites internacionais foram traduzidas pelo site Scar Potter.

  The Telegraph
  Por Philip Womack

A primeira cena do filme começa onde o anterior parou: com uma tomada no rosto sem nariz do lorde das trevas Voldemort (Ralph Fiennes) com triunfo no olhar enquanto rouba a varinha mágica mais poderosa de todas do túmulo do protetor de Harry, Professor Dumbledore (Michael Gambon). Com ela, ele se tornará invencível.

Na próxima cena, vemos Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione Granger (Emma Watson) e Rony Weasley (Rupert Grint), parecendo incrivelmente vulneráveis e jovens, enquanto lidam com a grande responsabilidade de interromper os planos de Voldemort.

Qual a chance que esses adolescentes têm contra os poderes da escuridão?

Mas este é um filme sobre o triunfo dos fracos, um tema presente em duas das cenas mais memoráveis.

A primeira é uma maravilhosa sequência na qual nossos heróis escapam do cofre do Banco Gringotes nas costas de um dragão muito bem renderizado por CGI. A fera arranca pedaços dos telhados de Londres enquanto investe pela linha aérea da capital até voar livremente.

A segunda, que é sem dúvida o momento mais bonito e importante de toda série, envolve o misterioso Professor Severo Snape (Alan Rickman).

É um episódio raro embelezado pelo sol em um filme caracterizado pela escuridão, no qual conhecemos os segredos de fidelidade do professor.

Harry olha as memórias de Snape e vê sua mãe, Lílian, uma jovem garota, fazendo uma flor florescer em sua mão: as outras crianças a chamam de estranha e fogem. Escondido perto dela está o jovem Snape. Ele anima uma folha e a envia para ela.

Quase nada é dito, mas a verdade e a dor das relações humanas estão aqui expressas com uma ternura elegíaca que traz lágrimas aos olhos

Talvez o maior triunfo do últime filme é a habilidade de superar as deficiências da escrita de J. K. Rowling. No último livro, ela não conseguiu mostrar o sentimento épico necessário; como resultado, no papel, a batalha final de Hogwarts foi sem-graça.

Mas Yates aqui transforma isto em um espetáculo genuinamente aterrorizante, com estudantes ensanguentados lutando desesperadamente contra uma horda gritante de Comensais da Morte.

O próprio castelo de Hogwarts toma vida para se defender (dando a Maggie Smith, a arrumada Professora McGonagall, um alívio cômico quando ela ordena a um exército de cavaleiros de pedra).

Há sagacidade no fracote Neville Longbottom (Matthew David Lewis) que, quase morrendo, aparece com um comentário animado "Ora, isto foi bom", e a atuação esplêndida de Helena Bonham Carter como a bruxa louca Belatriz Lestrange.

Nosso trio principal não decepciona. O antigo Radcliffe se transformou num estoicismo heróico; Watson aprimorou o encanto necessário, olhar aterrorizado, ofegando melhor do que nunca; e até Grint agora consegue ser emotivo e se destaca quando um dos seus irmãos é assassinado.

Isto é cinema monumental, inundado de tons lindos e carregando uma última mensagem que vai ressoar em cada espectador, jovem ou velho: existe escuridão em todos nós, mas podemos superá-la.

Este não é um final. Como poderia ser?

Na última cena, enquanto vemos o filho de Harry indo para Hogwarts, sabemos que, mesmo que não tenha mais livros, esses personagens viverão conosco para sempre.

The Hollywood Reporter
Por Todd McCarthy


Termina bem. Depois de oito filmes em dez anos e uma bilheteria mundial que arrecadou mais de $ 6,3 bilhões, a conclusão de maior sucesso na história do cinema chega a obrigatória - e bastante satisfatória - conclusão em "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2". Justificado completamente a decisão, que antes pensava-se ser totalmente ambicionada a fins mercenários, de dividir o último livro de J. K. Rowling em duas partes, este prova-se emocionante e, para dizer o mínimo, também mostra ser um final maciço e agitado que irá provocar sensações prazerosas e de fascínio para aqueles que são fãs da série até hoje. Se alguma vez houve uma coisa comercialmente correta, é a despedida do filme.

Realmente, foi uma corrida extraordinária e marcada por um planejamento minucioso, assim como muita boa sorte. Quando alguns flashes rápidos no final lembram o quão incrivelmente jovens Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson eram quando tudo isso começou, é uma maravilha que todos eles cresceram a ponto de serem tão fisicamente corretos para os papéis e suficientemente talentosos, exatamente como eles são. Com um desfile de atores britânicos que preenchem papéis maravilhosamente vívidos, o elenco foi o mais consistentemente forte de toda a série; notoriamente, um dos atores principais, Richard Harris, morreu durante a trajetória e imediatamente foi substituído por Michael Gambon (mesmo que predomine o sentimento nostálgico de Peter O´Toole não ter sido escalado inicialmente como Dumbledore; será que pensaram que ele não ia viver por muito tempo?).

Depois de Chris Columbus lançar completamente a franquia, todavia com um apelo deslumbrante, o produtor David Heyman escolheu sabiamente Alfonso Cuarón e Mike Newell para dirigirem os dois próximos filmes - os melhores da série sarcasticamente - e então se fixou o diretor David Yates para guiar a longa jornada até o fim. Inicialmente trabalhando no que parecia ser muito simples e rápido, Yates finalmente atribui vida própria a esta última parcela, orquestrando um tabuleiro de xadrez maciço de eventos, em que eles se desenrolam com sutileza e um forte senso de composição dramática, a qual ele outrora havia exibido.

Mas talvez a principal peça esse tempo todo fora o roteirista Steve Kloves, que fez provavelmente uma decisão incômoda de deixar uma carreira promissora como diretor em espera e dedicar-se a uma década de escrita de todos, exceto um, capítulos da saga Potter (embora tenha alegado estar cansado e necessitar de um tempo para si, mais tarde ele lamentou não ter adaptado "Ordem da Fênix"). Astuto que tantos personagens, inclusive os antigos, precisaram ser distribuídos em meio a um campo dramático sem sacrificar um impulso frontal, este capítulo final sugere uma atenção redobrada para equilibrar a narrativa e o requinte. Inferindo, é claro que os cineastas sentiram a responsabilidade de fazer esse trabalho corretamente e, de fato, fizeram.

Evidentemente, “Relíquias da Morte - Parte 2” é completamente baseado no confronto final entre Harry e Voldemort, o confronto final entre o bem e o mal, o clímax de toda a série que almejava um único objetivo durante todo o percurso. Com Voldemort empunhando uma varinha cobiçadíssima com um poder inacreditável, um clarão irrompe e cega a tela antes que o logotipo da Warner Bros. surja, então vê-se que Harry, Rony e Hermione ainda permanecem no vazio e que estão determinados a destruir as quatro horcruxes restantes (todas contendo um fragmento da alma do Lorde das Trevas) e a fazer um acordo desagradável com um duende chamado Grampo (Warwick Davis), afim de arranjar acesso ao cofre do banco de Belatriz Lestrange, onde uma Horcrux pode estar escondida.

O subsequente arrombamento envolve uma charada maravilhosa na qual Hermione se disfarça de Belatriz (trabalho magnífico de Helena Bonham Carter aqui), mas também um passei de montanha-russa que parece um protótipo para uma atração de parque temático. Esta sequência também chama a atenção para o fato de que, depois de um esforço abortado no filme anterior, este é o primeiro filme Harry Potter a ser lançado em 3D. Aqueles puristas provavelmente vão desejar que Warner tivesse deixado quieto o bastante e não adotado o modismo puramente pelos dólares extras, como se ela precisasse deles. Ainda ssim, fora alguns efeitos isolados que parecem mais falsos graças à dimensão extra, o 3D funciona muito bem para a maioria dos efeitos visuais espetaculares, assim como o grande senso de profundidade no qual Yates organiza muitas de suas cenas neste filme.

Conforme Harry e seus amigos convergem em Hogwarts - agora dirigido por Snape como um campo sombrio fascista e vigiado por Comensais da Morte - uma admirável sobriedade melancolia encapa o processo; Aberforth Dumbledore (Ciaran Hinds) detalha aspectos repugnantes da história de sua família e sinais do que está por vir reverberam enquanto Harry e Voldemort cada vez mais partilham suas mentes, enquanto o comitê de recepção de Harry na escola se assemelha a um bando leal de soldados unidos por um último "firme e forte" não-tão promissor. Entre os muitos que foram recentemente poucos vistos, o que mais surpreende é o esquecido Neville Longbottom (Matthew Lewis), enquanto a namorada de Harry, Gina (Bonnie Wright), oferece solidariedade totalmente esperada.

Similarmente marginalizada nos anos recentes, a maravilhosa Minerva McGonagall de Maggie Smith se reafirma para esta última batalha, ajudando a criar um escudo em volta de Hogwarts que vai ao menos atrasar temporariamente o exército de Voldemort, que convergiu para um abismo visando à escola. Enquanto os preparativos são feitos freneticamente para a batalha final, o tempo é mesmo assim encontrado para cruciais narrativas visitando o passado, incluindo um último e particularmente revelador mergulho dentro da penseira para explorar as relações infantis entre Snape, a mãe de Harry e Dumbledore, assim como os assassinatos que começaram isso tudo tantos anos antes.

Até mesmo o duelo final entre os equilibrados Harry e Voldemort tem distintos estágios que revelam camadas finais de informação. E é também agradavelmente tocado com pitadas de humor, levando há 19 anos depois em pós-escrito, que a medida que o círculo se fecha e se re-conecta com a relativa inocência que a série começa, cai perfeitamente certo.

O preenchimento da "Relíquias da Morte - Parte 1" felizmente trás uma coisa do passado, Ron e Hermione emprestam um robusto suporte, mas os encargos da consumação caem diretamente sobre os ombros de Harry e conduzem para apreciar o sucesso de Radcliffe aqui e através da série; não importando quantos equívocos e deficiências tenham existido no passado, ele é Harry, de uma vez por todas, e vai sair com uma nota alta. Um número de mortos ou ausentes personagens fazem breves aparições aqui com a intenção de amarrar as coisas junto, permitindo atores como Gary Oldman, Emma Thompson, Jim Broadbent, Timothy Spall, Miriam Margolyes, Julie Walters e outros a fazerem breves cenas com seus amigos de trabalho.

Tecnicamente, nada falta. A eventual vista de Hogwarts como um ruína desmoronada é surpreendente, a fotografia de Eduardo Serra ultrapassa o que ele realizou da última vez, e alguns dos efeitos de maquiagem de Nick Dudman - especialmente com os duendes e uma espiada surpreendente de um Voldemort fetal - são sensacionais. A trilha de Alexandre Desplat é idiscutível a melhor até agora da série, incorporando um pouco de eco dos temas originais de John Williams enquanto estimula a já aumentada drama deste filme para uma série de tremendo sucesso.

Só o que faltou foi um "Fim" de verdade depois da última cena.


Muito Obrigada, Scar Potter.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

The Thelegraph publica primeira crítica de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2.

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Crítica Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 2
Philip Womack - The  Telegraph
Tradução: Marina Anderi
05 de julho de 2011


Harry Potter e as Relíquias da Morte, parte 2 – o oitavo e último filme da série de sucesso – começa com nossos jovens heróis lutando por suas vidas, e por seu mundo inteiro.
A primeira cena do filme de David Yates pega onde seu filme anterior deixou: com uma cena onde o Lord das Trevas, Voldemort (Ralph Fiennes), com a cara sem nariz em triunfo, rouba a varinha mais poderosa do mundo do túmulo do protetor de Harry, professor Dumbledore (Michael Gambon). Com ela, ele se tornará invencível.
Na cena seguinte, vemos Harry (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Rony (Rupert Grint), parecendo inviavelmente jovens e vulneráveis, enquanto lutam com a grande responsabilidade de parar Voldemort.
Que chances esses adolescentes têm contra as forças da escuridão?
Mas esse é um filme sobre o triunfo dos fracos, um tema capturado em duas das cenas mais memoráveis.
A primeira é uma peça maravilhosa do set, em que nossos heróis escapam do cofre do Banco Gringotes montados em um dragão lindamente feito em imagem em computação gráfica.
A besta mutilada arranca pedaços de telhados de Londres, enquanto ataca violentamente a linha do horizonte da capital, antes de voar para o meio selvagem, livre mais uma vez.
O segundo, que se mantém como, com certeza, o mais bonito e importante momento da série inteira, envolve o misterioso professor Severo Snape (Alan Rickman).
É um raro episódio banhado pelo sol em um filme caracterizado pela escuridão, enquanto descobrimos o ameaçador segredo fielmente mantido pelo professor.
Harry olha nas memórias de Snape e vê sua mãe, Lílian, como uma jovem garota, fazendo uma flor na mão: as outras crianças a chamam de esquisita, e correm. Escondendo-se por perto está um jovem Snape. Ele anima uma folha e lança-a em direção à garota.
Dificilmente algo é dito, mas a verdade e a dor das relações humanas são expressas com uma triste ternura que traz lágrimas ao olho.
Talvez o grande triunfo desse último filme tenha sido a habilidade de contornar as deficiências da escrita de J K Rowling. No último volume de Harry Potter, ela falhou singularmente em reunir o sentimento épico necessário; como resultado, na página, a batalha conclusiva em Hogwarts foi uma sátira desanimada.
Mas Yates aqui transforma a batalha em um espetáculo genuinamente aterrorizador, em que alunos cheios de sangue lutam desesperadamente contra uma horda de gritantes Comensais da Morte de túnica preta.
Hogwarts em si ganha vida para se defender (dando a Maggie Smith, como a formal professora McGonagall, uma amável curva cômica enquanto ela recruta um exército de cavaleiros de pedra).
Há ainda a sagacidade do magricela Neville Longbottom (Matthew David Lewis), que, tendo quase morrido, aparece com um animado, “Bem, isso correu bem”, e uma magnífica atuação de Helena Bonham Carter como a delirante bruxa do mal Belatriz Lestrange.
Nosso trio central, também, não desponta. O outrora hedonista Radcliffe transformou-se em um heroico estoicista; Watson aperfeiçoou o requisito cativante, olhar de medo, arquejo e suspiro com o melhor que há neles; e até Grint agora pode ser “emotivo”, fazendo uma grande cena onde um de seus irmãos é morto.
Isso é cinema monumental, inundado de lindos tons, e carregando mensagem definitiva que irá ressoar todo espectador, novo ou velho: há escuridão em todos nós, mas podemos derrotá-la.
Esse não é o fim. Como poderia ser?
Na última cena, onde vemos o filho de Harry partir para Hogwarts, nós sabemos que mesmo que não haja mais livros, essas personagens permanecerão conosco para sempre.
*Philip Womack é o autor de of The Liberators e The Other Book

Muito Obrigada, Potterish

Emma Watson se emociona na première de Harry Potter 7 em Londres.


Logan e Kendall.






Créditos: http://bigtimerushworld.tumblr.com/page/10

Que bonitinhos!